Trekking no Vale do Pati - Como funciona e Dicas
14/03/2017

Trekking no Vale do Pati - Como funciona e Dicas

Considerada a trilha mais bonita do Brasil e até da América do Sul, o trekking no Vale do Pati percorre uma área do Parque Nacional da Chapada Diamantina, região riquíssima e de muita exuberância do estado da Bahia, passando por entre vales, montanhas e vegetação densa de mata atlântica e pelas mais incríveis paisagens. Faz parte de uma das atrações principais e imperdíveis da Chapada e é uma experiência única que todo viajante, seja ele apaixonado por trekking ou não, deveria vivenciar, pois cada esforço é muitíssimo recompensado com belezas naturais de tirar o fôlego e com a imersão na cultura dos nativos.

   Caso queira ver o Vale do Pati mais a fundo, conheça nossos roteiros



Foto: Bart van Dorp

Opções de Rotas
Existem três opções de acesso para começar e terminar a trilha do Pati, sendo elas Vale do Capão, Guiné e Andaraí (o Vale do Capão é o mais recomendado por ter o trajeto menos íngreme), mas, de qualquer forma, essa travessia possui nível moderado a difícil, já que são setenta quilômetros no total, percorridos em altitude de mais de mil metros. O visitante poderá escolher também entre diferentes roteiros – alguns mais leves, com duração de 2 dias e que percorre um percurso menor; alguns com duração de  3 a 4 dias que incluem mais atrativos; e os que fazem o percurso completo e duram até 5 dias. Quantos mais dias você passar conhecendo essa impressionante região, mais atrações estarão inclusas em seu roteiro.


Foto: Goto Gate Brasil

Atrativos
Entre os principais atrativos da Chapada Diamantina que podem ser vistos na Travessia do Vale do Pati incluem o Vale do Capão, as Águas Claras, os Gerais do Vieira e o Mirante do Pati nas rotas mais curtas de até 3 dias; todos esses já mencionados e ainda o Morro do Castelo, o Cachoeirão e a Cachoeira do Funil nas rotas de mais dias.

> Entre os atrativos imperdíveis, estão:

Cachoeirão por cima: Uma queda d' água de quase 300 metros que despenca em um dos paredões que formam o vale.

Topo do Morro do Castelo: A trilha até o cume é uma subida íngreme, mas que não exige conhecimentos e equipamentos de escalada. No caminho uma surpresa, para se chegar até o mirante do morro é preciso atravessar uma caverna por cerca de 300 metros.

Mirante do Vale do Pati: Uma das mais belas caminhadas do Vale do Pati, caminhando pelo Gerais do Vieira e Gerais do Rio Preto até chegar no Mirante de onde se avista o Vale do Pati e a trilha que serpenteia pelos seus morros e curvas.



Acomodação
As pernoites também estão inclusas nos roteiros e são consideradas, inclusive, uma atração à parte – são feitas nas casas dos nativos da região, tornando desta experiência ainda mais especial. Você irá conhecer de perto todos os costumes e tradições dos moradores do Vale do Pati, mas vale lembrar que suas condições dessa hospedagem são extremamente simples – são utilizadas placas de energia solar, mas, em alguns lugares da casa, pode ser que seja à luz de velas; a água para tomar banho é normalmente fria; e, apesar de haver poucas tomadas, elas podem ser usadas para recarregar baterias de celulares, máquinas, etc. Mesmo sendo tão simples, a recompensa é grande, pois é possível não só entrar em contato com a cultura rica dos nativos como também com a natureza ao redor.



O que levar
Para fazer essa travessia com segurança e conforto, independentemente da duração do roteiro que optar, deve-se levar na viagem alguns itens importantes, como: uma mochila própria para trekking; roupas leves e botas para caminhadas; capa de chuva; calças confortáveis para evitar machucados nas pernas; chapéus ou bonés e camisas de manga comprida com filtro solar para evitar a poluição dos rios com o uso de protetor solar; roupas de banho; par de chinelo; repelente de insetos e protetor solar; kit de higiene pessoal; canga ou toalha de secagem rápida; garrafa de água e lanches extra; lanterna, sacos para o lixo, e remédios e medicamentos de uso pessoal (não há farmácias no Vale do Pati).

Super Dicas do Desviantes para o trekking do Vale do Pati

1) Clima: O Vale do Pati pode ser visitado durante todo o ano. Como regra geral, o período de seca vai de abril a outubro, quando se tem menos chance de pegar chuvas durante as trilhas, no entanto, essa é a época em que as cachoeiras estarão com pouco volume de água (boas chances do Cachoeirão estar seco). A região é influenciada por microclimas e por isso a previsão do tempo não consegue prever com exatidão as condições no interior do vale.

2) Equipamentos: Esteja preparado tanto para o frio, quanto para o calor. Para as chuvas, é essencial levar uma capa de chuva ou um anorak (blusa impermeável e corta vento). Para o sol, é essencial vestir um chapéu/boné.

3) Quilômetros: A quantidade de quilômetros andados por dia varia bastante de acordo com o roteiro escolhido. Pode-se esperar uma média de 16 a 25 quilômetros por dia

4) Altimetria: A altitude varia de 1000 a 1600 metros. O Morro do Castelo está a 1.470 metros de altitude e subida até o seu cume é considerada o trecho mais difícil de todo o trajeto do Vale do Pati.

5) Recomendação de dias: Um roteiro de 4 dias e 3 noites é o mínimo recomendado para quem quer conhecer os principais atrativos da caminhada e fazer uma imersão no ambiente do Pati.

6) Trocas culturais: Além da troca cultural com os moradores do Pati, a Travessia do Vale do Pati garante troca com diversas culturas do mundo. É comum se deparar com viajantes de diversos países. É uma trilha consideravelmente movimentada, por isso é importante respeitar o tempo e os limites dos demais caminhantes.

   Conheça nossos pacotes de 3 a 8 dias para o Vale do Pati

Silas Barbi

Praticante de trekking, escalada, mergulho livre e profissional de marketing por formação. Acredita em mundo com menos rotina e mais aventura. Suas duas paixões são o Brasil e a Natureza e não é por acaso que o seu principal objetivo de vida é levar as pessoas para conhecer as belezas naturais do Brasil.